Como disse Amando Trujillo, presidente da Conferência dos Assistentes Espirituais Gerais da OFS e da Jufra, os capitulares saíram mais fortalecidos de Aparecida e Guaratinguetá para trabalhar "arduamente no Capítulo", até o dia 29, data do seu encerramento. "Parabenizamos a todos por esse testemunho de vida cristã e franciscana nesta manhã e nos animamos a perseverar e a crescer na resposta de fé, pois o povo de Deus espera muito da família franciscana, porque muito temos recebido do Senhor. Voltaremos mais fortes para o Capítulo", disse.
O encontro marcou pela expressiva presença da Primeira Ordem. Frades Menores, Capuchinhos e Conventuais se juntaram aos irmãos e irmãs da OFS e aos jovens da Jufra para celebrar este momento. Entre eles, os assistentes do Brasil, Frei Almir Guimarães, da OFS, e Frei Miguel da Cruz, da Jufra. Já Frei Alberto Beckhäuser, que durante 20 anos acompanhou a OFS, estava feliz de ver tantos irmãos da Primeira Ordem reunidos com a Terceira Ordem. O franciscano Dom Caetano presidiu a celebração e teve como concelebrantes os bispos Dom Fernando Mazon, de Piracicaba, e Dom João Mamede, de Umuarama (PR). Mas como ninguém é de ferro, o alimento material veio de forma muito fraterna e acolhedora do Seminário Frei Galvão, em Guaratinguetá. O guardião Frei Daniel Dellandrea mobilizou uma equipe de religiosas, seminaristas e funcionários para oferecer um grande almoço a mais de 200 pessoas.
A Ministra Geral
Como era de se esperar, a Ministra Geral, a espanhola Encarnación del Pozo, foi ovacionada na chegada ao anfiteatro em frente à Basílica de Aparecida. Esta é a terceira vez que vem ao Brasil, mas foi a primeira vez que pisou no solo brasileiro para presidir um Capítulo Geral da OFS. A representante dos países de língua portuguesa no Conselho Internacional da OFS, Maria Aparecida Crepaldi, fez as apresentações dos conselheiros internacionais e da Ministra Geral e o ministro nacional da OFS, Antonio Benedito de Jesus da Silva Bitencourt, acolheu a todos e agradeceu pela resposta das fraternidades ao chamado de estarem presentes em Aparecida.
Encarnación foi reeleita para presidência do Conselho Internacional da OFS em 2008. Para ela, este encontro foi "um momento de graça que o Senhor nos ofereceu para trocarmos gestos de verdadeiro amor fraternal, para orarmos juntos e compartilharmos este momento transcendente de nossa vida cristã e franciscana: a Eucaristia".
Para a Ministra Geral, a expectativa diante do Capítulo Geral que se inicia é de "uma comunhão fraterna para nos responsabilizarmos da missão que primeiro temos de nos evangelizarmos para depois ajudar a evangelizar nossos irmãos e irãs em todo o mundo". Encarnación se referia ao tema central do Capítulo: "Evangelizados para Evangelizar". "Esse tema pede que todos devemos buscar uma conversão verdadeira ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. É importante tomar este aspecto de nossa vida com muita seriedade, com o coração apaixonado pelo Evangelho e por Nosso Senhor, para que possamos ser para o mundo como um grão de mostarda que se torna uma grande árvore; ser luz para o mundo; ser sal para dar sabor à sociedade de nosso tempo".
Segundo a Ministra Geral, a OFS precisa ser uma presença profética, assim como a Jufra. "Para que nós não estejamos satisfeitos com nossas atitudes, com nossas obras, porque sempre é possível dar um passo adiante. Um passo que rompa com nosso imobilismo. Devemos estar em movimento contínuo, como nossa Mãe. Ser profeta é estar sempre em movimento", admoestou.
Para ela, as ferramentas que os franciscanos (as) seculares têm em suas mãos para difundir o Reino de Deus são simples. "A fé e o amor, a renúncia, a misericórdia a todas as pessoas que estão próximas, a conversão, o respeito mútuo, a aceitação à diversidade, a correção fraterna, o desempenho verdadeiramente apaixonado por nossas obrigações. Tudo isso acrescido de alegria e entusiasmo, como é próprio do nosso ser franciscano", acrescentou.
E completou citando Francisco de Assis e Santa Clara como "exemplos luminosos" para guiar os franciscanos seculares no caminho até Nosso Pai. "Eles são modelos e mestres para nos preparar e nos lançar com conversão a uma ação decidida pelo Evangelho", completou.
Segundo Encarnación, a OFS tem hoje no mundo cerca de 300 mil membros, e vive uma situação contrastante: na Europa está em crise e no sudeste asiático, especialmente na África, cresce a passos largos. "É uma transformação muito intensa, mas temos que ser prudentes e levar em conta essas culturas", observou.
O franciscano D. Caetano
D. Caetano lembrou que, a exemplo de Francisco de Assis, os Capítulares buscaram a intercessão da Mãe de Deus para o bom êxito do Capítulo. "Com Maria, queremos entrar em comunhão convosco para o sucesso do Capítulo Geral. Tenho alegria de ser portador da CNBB, e seu presidente Dom Raymundo Damasceno, arcebispo de Aparecida e terceiro franciscano desde os tempos do Seminário que fez em Mariana, e também de seu vice-presidente, Dom José Belizário, arcebispo de São Luís, e de seu secretário geral, Dom Leonardo Steiner, também franciscanos. Em nome deste episcopado, trago as palavras de boas vindas a Aparecida", informou.
Na sua homilia, falou do amor, o mandamento maior do Evangelho deste domingo. "Refletindo, eu vos pergunto: Não está aqui o essencial da vida cristã? O amor a Deus e ao próximo, preferencialmente aos pobres? Não é este o segredo e o legado de São Francisco e Santa Clara? Não nos mostraram eles que o Amor não era Amado? Seja em relação a Deus e aos pobres e que a Igreja precisava ser reconstruída por dentro, no fundo, no amor, para ser a casa acolhedora de todos homens e mulheres? Atualizando às nossas necessidades, não é este o apelo num mundo contrastante e paradoxal em que vivemos, sem Deus, secular, ateu entre as classes superiores desta sociedade e de uma profunda interioridade religiosa entre as classes inferiores, dos pobres e abandonados, que se deixam seduzir por falsos profetas nesta grande feira de igrejas e religiões, ao menos na América Latina?".
D. Caetano citou João Paulo II para lembrar a frase que se tornou histórica quando esteve no Monte Alverne: "Francisco, o mundo precisa de Ti". E o bispo de Bauru perguntou: "Não estamos precisando de Francisco? Precisamos, então, hoje, dos franciscanos e franciscanas para nos ajudar a amar a Deus e ao próximo e, com amor preferencial aos pobres, para nos auxiliarem a vivermos em comunhão e multiplicarmos pequenas comunidades de vida e oração entre as nossas extensas e populosas comunidades eclesiais e a ser Igreja evangelizadora e missionária ao serviço da vida plena para todos", completou.
A presença da Jufra
O secretário nacional da Jufra, Alex Batos, deu sua mensagem aos capitulares e falou da alegria dos brasileiros em recebê-los para um Capítulo Geral que se realiza pela primeira vez na América Latina. Falou da grande expectativa que cerca os jovens, com os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude, em 2013, e com a celebração dos 40 anos da Jufra do Brasil, no próximo final de semana, em Aparecida. "De norte a sul, neste país, tem uma juventude franciscana que vibra, que se alegra, que não é o futuro da OFS, de vocês, mas é presença na vida da OFS", enfatizou, convidando os capitulares para conhecer "a nossa terra e o nosso povo, que tanto ama Francisco e Clara".
Fonte: Franciscanos.org
Autor: Moacir Beggo |
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Grande encontro em Aparecida reúne Capitulares e Fraternidade nacional da OFS
terça-feira, 27 de setembro de 2011
EVANGELIZADOS PARA EVANGELIZAR - Em torno do Capitulo Geral da Ordem Franciscana Secular - São Paulo, 22-29 de outubro de 2011
EVANGELIZADOS PARA EVANGELIZAR
Em torno do Capitulo Geral da
Ordem Franciscana Secular
São Paulo, 22-29 de outubro de 2011
Em torno do Capitulo Geral da
Ordem Franciscana Secular
São Paulo, 22-29 de outubro de 2011
2. Ao longo do tempo que foi se passando desde a aprovação da Regra da OFS (1978), as feições dos franciscanos seculares foram se transformando. Foram ganhando um novo perfil com a atualização do carisma presente nas Regras anteriores e codificado de maneira nova e atualizada na Regra conhecida como de Paulo VI. Ora, os Capítulos são ocasião de examinar como anda a compreensão, assimilação e vivência deste tesouro de que dispõem os franciscanos seculares que é a Regra. Não é aqui o lugar de elencar todas as linhas mestras da Regra. Os responsáveis pela animação internacional da Ordem resolveram que fosse tema do Capítulo de São Paulo a questão da evangelização. O tema foi formulado num duplo movimento: os franciscanos seculares se evangelizam para evangelizar.
3. À guisa de ilustração do tema transcrevo apenas dois tópicos da Regra. O primeiro vai na linha do se deixar evangelizar: “Como irmãos e irmãs da penitência, em virtude da sua vocação, impulsionados pela dinâmica do Evangelho, conformem seu modo de pensar e de agir ao de Cristo, mediante uma radical transformação interior que o próprio Evangelho designa pelo nome de conversão, a qual devido à fragilidade humana deve ser realizada todos os dias” (n.7). O segundo é convite à ação: “Estejam presentes pelo testemunho da própria vida humana, e ainda por iniciativas corajosas, individuais e comunitárias, na promoção da justiça, em particular no âmbito da vida pública, comprometendo-se em opções concretas e coerentes com sua fé (n.15).
4. Nunca cessamos de nos converter. Francisco falava de começar tudo de novo. Nossas fraternidades estão sempre recomeçando. Tudo está por ser feito. Os que são encarregados de visitar os irmãos em suas fraternidades concretas constatamos neles a presença de santos esperando o momento da chegada da glória. De outro lado, também, vemos muita carência da força do Evangelho no trato entre os irmãos, nas reuniões, no coração dos irmãos. Os franciscanos seculares, através da formação, da vivência da Regra, no cultivo da delicadeza do coração estão sempre sendo evangelizados. Nossos irmãos são seguidores do Cristo vivo. Esse processo de conversão se manifesta de vários modos. Transcrevo algumas linhas do Manuale per l’Assistenza all’OFS e alla GiFra: “Os franciscanos seculares seguem o Jesus dos Evangelhos que foi o centro da vida de Francisco. Na medida em que soubermos partilhar o primitivo carisma franciscano poderemos nos colocar a serviço do mundo inteiro como exemplos de verdadeira alegria. Os franciscanos seculares, na qualidade de batizados, darão o exemplo de uma vida cristã vivida com simplicidade no seio da Igreja. Tal se manifesta vivendo os valores de obediência ao Espírito Santo, confiança na Providência, uso reconhecido e simples dos dons do universo, alegria pelas obras de Deus que nos circundam, alegria se sermos cristãos na Igreja, gratidão pelo trabalho concebido como um dom, presteza em ajudar os outros ( p. 94-95).
5. Os franciscanos seculares “se evangelizam” quando frequentam os Evangelhos com simplicidade e desejo de ler a vontade de Deus, quando sua oração é feita com desejo ardente e seráfico, quando se entregam a Deus na eucaristia, se possível cotidiana, quando cultivam uma delicadeza de consciência diante das exigências do Evangelho e daquilo que lhes é pedido para serem santos, quando criam laços de fraternidade. Não se pode admitir um franciscano secular rotineiro, repetidor de mesmices, feito de pressa, sem sonhos de um amanhã, sem acreditar na utopia do Evangelho. Os ministros locais, formadores e assistentes espirituais são responsáveis em fazer de sorte que os seculares sejam evangelizados. Os verdadeiros franciscanos são “pessoas que sentem sempre saudade do Evangelho”.
6. “Evangelizadora como é, a Igreja começa por se evangelizar a si mesma. Comunidade de crentes, comunidade de esperança vivida e comunicada, comunidade de amor fraterno, ela tem necessidade de ouvir sem cessar aquilo que ela deve acreditar, as razões de sua esperança e o mandamento novo do amor” ( Evangelii nuntiandi, 15). Em nossos dias e na concretude podemos lembrar alguns elementos que ajudam na tarefa do evangelizar-se: prática em fraternidade ou em outras instâncias da leitura orante da Bíblia, participação nas Oficinas de Oração (Frei Inácio Larañaga), participação em dias ou tardes de oração e de aprofundamento da intimidade com o Senhor, leitura e assimilação dos escritos de Francisco e Clara, não deixar de enxugar o suor da fronte de Cristo nos passantes ao longo do caminho de nossa vida. Valem para os terceiros franciscanos as palavras que o Ministro Geral da OFM dirigiu aos seus frades em documento falando dos oitocentos anos do carisma: “À distância dos 800 aos da experiência de Francisco, (...) somos chamados a descobrir o Evangelho como livro de vida – sem reduzi-lo a uma ideologia, mais uma entre muitas - e assumi-lo como livro de leitura frequente, texto fundamental de nossa formação, que ilumine nossas opões de vida e possa justificá-las. Queridos irmãos, voltemos ao Evangelho, porque voltar para o Evangelho é voltar para o Cristo, o único que pode justificar nossa vida. Voltemos ao Evangelho e seremos resgatados de nossas misérias e nossas escravidões, de nossos medos e de nossas tristezas, e resgataremos os homens nossos irmãos de suas misérias e escravidões, de seus medos e tristezas. Voltemos ao Evangelho e respiraremos ar puro: nossas propostas serão novas; a coragem, a inteligência, a generosidade, a fidelidade de muitos irmãos nossos, gastos sem reservas e sem restituição, darão fruto e fruto abundante (Capítulo Extraordinário, Monte Alverne 2006).
7. Todas essas nossas fraternidades, pequenas ou grandes, de gente nova e gente mais idosa, no Brasil, no México, em Angola ou na Itália, feitas de gente em estado de conversão, de pessoas que também mostram a Deus suas mãos vazias, mas gente que sabe que a força se manifesta na fraqueza, todos haverão de se convencer que serão evangelizadores. Os que vão sendo evangelizados se tornam evangelizadores. O campo é vasto, cheio de percalços, mas é a seara do Senhor. Ele já está em ação, nos precede no trabalho. Não somos nós que vamos começar. Quanto a fazer e quão poucos os operários! Os franciscanos seculares não se omitirão.
8. Há perguntas que queimam no interior daqueles que buscam veladamente a plenitude. Quanto ao sentido da vida, do mundo, do casamento? Por que a guerra quando somos feitos para a paz? Por que tantos morrem de fome na Somália? Como criar condições de instauração de uma convivência harmônica entre os povos? Como superar os convites da cultura moderna que quer viver aqui e agora, sociedade do consumo, sociedade sem futuro. Ora, no seio do mundo, a Igreja pede a colaboração evangelizadora dos franciscanos seculares.
- Desnecessário lembrar que os franciscanos seculares pregam, antes de mais nada, pelo testemunho discreto exemplo e pelo serviço humilde.
- Um campo privilegiado de evangelização, sem dúvida, é o universo da família. As famílias, as nossas famílias e a dos outros... famílias novas, não camisas de força, mas espaços de crescimento, de acolhida mútua, de auscultação dos desígnios de Deus. Famílias corajosas diante dos desafios da fidelidade, da transparência, do respeito pela vida desde a sua origem e até o final, sem expedientes escusos. Famílias que não sejam marcadas pelo consumismo, pelo modismo e pela sociedade do gozo e do prazer. Evangelizamos nossos próprios familiares para sermos mais qualificados como agentes da pastoral e da evangelização, do casamento e da família. Não é isso evangelizar? Evangelização com a qualidade de agentes que tomam distância do consumismo.
- Pensamos aqui em toda uma colaboração nitidamente evangélica que os agentes de pastoral franciscanos podem oferecer. Não são eles apenas “palestrantes” de cursos de batismo ou animadores de assembleia sem padre, para dar apenas dois exemplos. Com seu jeito franciscano serão acolhedores, simples, alegres e procurarão viver uma pastoral por etapas, de gente que acompanha gente, de gente que fala aquilo que faz parte de sua profissão de vida, que é o seguimento do Evangelho. Não seremos meros “tocadores de obras”, mas animadores pelo fogo do Evangelho. Até que ponto podemos dizer que ação pastoral e evangelizadora dos franciscanos seculares têm características próprias?
- Místicos e seráficos, os franciscanos seculares transpiram o desejo da união íntima com Deus. Não nos cansamos de repetir: precisamos de seres de desejo e não simplesmente pessoas que realizem serviços. Um monge da comunidade de Bose, na Itália, falando do desejo assim se exprime: “A sociedade de consumo difundiu, sobretudo entre os jovens, a ideia de poderem se satisfazer em tudo e que a felicidade consiste no ser saciado, repleto, cumulado, vendo satisfeitas todas as necessidades. O Ocidente é cada vez mais uma sociedade de obesos, de gente locupletada. A sociedade consumística é uma prisão do desejo que se vê reduzida à necessidade que se satisfaz imediatamente. O desejo tem a ver com o sentido e propriamente é inextinguível. O desejo é constitutivamente marcado por uma falta, uma não-saciedade que se torna um principio dinâmico e de projeção para adiante. O verdadeiro desejo é aquele em que o objeto do desejo não sacia, mas vai se aprofundando. O desejo é insaciável porque aspira aquilo que não pode possuir: o sentido. É o sentido que seduz o desejo. A sociedade de consumo propaga satisfação e assim elimina o horizonte da vida da pessoas” ( La Rivista del Clero Italiano 4/2011, p.261)
- Em cada um dos continentes, onde está presente a Ordem Franciscana Secular, as necessidades evangelizadoras serão diferentes. Não existe uma regra universal. Temos que interpretar, à luz da fé, as situações concretas do povo ao qual servimos. A Igreja estará sempre atenta aos sinais dos tempos. Trata-se da situação atual da humanidade que precisa ser esclarecida com a luz do evangelho. Pensamos aqui nos grandes desafios mundiais e na situação concreta de tantos povos dizimados por ditadores cruéis e pelo fantasma da fome. Onde estão os franciscanos seculares?
(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III
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