Fraternidade São Francisco de Assis

Fraternidade de São Francisco de Assis

Rua Costa Ferraz, 38, Rio Comprido, RJ
Tel: 2273-9761 / 2273-8387
e-mail: ofs.riocomprido@hotmail.com

Erigida Canonicamente em 1º de julho de 1967



Nossos encontros fraternos acontecem nos 2º e 4º domingos do mês, de 08:30 às 12:00 horas. Nos reunimos em nossa Sede após a Missa das 08:30 nos 2º domingos e nos 4º domingos nos reunimos em nossa Sede às 08:30 e às 11 horas temos a Santa Missa.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Evangelho do dia - 25.05.2011



 
Jo 15,1-8
Quem está unido a Jesus produz frutos

-* 1 «Eu sou a verdadeira videira, e meu Pai é o agricultor. 2 Todo ramo que não dá fruto em mim, o Pai o corta. Os ramos que dão fruto, ele os poda para que dêem mais fruto ainda. 3 Vocês já estão limpos por causa da palavra que eu lhes falei. 4 Fiquem unidos a mim, e eu ficarei unido a vocês. O ramo que não fica unido à videira não pode dar fruto. Vocês também não poderão dar fruto, se não ficarem unidos a mim. 5 Eu sou a videira, e vocês são os ramos. Quem fica unido a mim, e eu a ele, dará muito fruto, porque sem mim vocês não podem fazer nada. 6 Quem não fica unido a mim será jogado fora como um ramo, e secará. Esses ramos são ajuntados, jogados no fogo e queimados.»

* 15,1-6: A comunidade cristã não é uma instituição, mas uma participação na vida de Jesus. Unido a Jesus, cada membro é chamado a testemunhá-lo, colocando a comunidade em contínua expansão e crescimento.
* 7-17: O fruto que a comunidade é chamada a produzir é o amor. Ora, Jesus não quer uma adesão de servos que obedeçam a um senhor, mas uma adesão livre, de amigos. E a amizade é dom: Jesus é o amigo que dá a vida pelos amigos. A missão da comunidade não nasce da obediência a uma lei, mas do dom livre que participa com alegria da tarefa comum, que é testemunhar o amor de Deus que quer dar vida.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Amizade

Cheguei sem avisar, exausto, em sua casa...
a fome era maior que a trouxa de viagem;
um pássaro sem céu por falta duma asa,
um bolso sem tostão, um talo sem ramagem!

Cheguei para ficar! Tão só e sem bagagem –
um vil aventureiro ao certo não se casa...
A rabugenta sina atou-me à fuselagem...
voltei sem competir... inválido pra NASA!

Mas logo me forjou a cálida leveza
da santa piedade e casta realeza
soleiras e portais da hospitalidade...

Aceito como sou, cuidado pelo amigo,
abri meu coração... livrei-me dum castigo,
perdendo à exaustão o medo da amizade!


Rio de Janeiro, 01.08.08
J. Montenegro

Evangelho do dia - 24.05.2011

















 
Jo 14,27-31ª
A paz que só Jesus pode dar

-* 27 «Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz. A paz que eu dou para vocês não é a paz que o mundo dá. Não fiquem perturbados, nem tenham medo. 28 Vocês ouviram o que eu disse: ‘Eu vou, mas voltarei para vocês’. Se vocês me amassem, ficariam alegres porque eu vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29 Eu lhes digo isso agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vocês acreditem. 30 Já não tenho muito tempo para falar com vocês, pois o príncipe deste mundo está chegando. Ele não tem poder sobre mim, 31 mas vem para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, e é por isso que faço tudo o que o Pai me mandou. Levantem-se. Vamos sair daqui.»

* 27-31: Jesus fala de paz e alegria no momento em que sua morte está para acontecer. Paz é a plena realização humana. Ela só é possível se aquele que rege uma sociedade desumana for destituído de poder. A morte de Jesus realiza a paz. Todo martírio é participação nessa luta vitoriosa de Jesus e, portanto, causa de paz e alegria.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Iniciação da Fraternidade em formação do Engenho de Dentro

No Domingo 15 de maio de 2011, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião, no bairro carioca do Engenho de Dentro, teve inicio a caminha de formação do grupo de espiritualidade franciscana daquele local.

O encontro teve início com a Celebração Eucarística concelebrada pelo pároco, padre Leandro, e pelo frei Jorge Luiz, Ministro Provincial capuchinho. Também estiveram presentes o assistente local, frei Arles, OFMCap.; o ministro regional da OFS, Helio; as irmãs Conceição, da Fraternidade São João do Meriti, e Marita, da Fraternidade São Francisco de Assis (Rio Comprido, Rio de Janeiro) - responsáveis pela formação da fraternidade.

Após a celebração da Santa Missa e a apresentação do grupo a toda comunidade paroquial, se reuniram na sala Padre Nelson onde foi realizado ao Rito de Iniciação, animados pela irmã Tereza, da Fraternidade Santo Antônio (Largo da Carioca, Rio de Janeiro), com seu violão.

Os irmãos foram admoestados pelo frei Jorge e pelo irmão Helio a perseverarem na caminhada, na qual estavam dando o primeiro passo. Foram entregues os livros de formação de iniciantes e assinado o livro de inscrição de iniciantes. Após o rito foi partilhado um delicioso café.

Que Deus abençoe a caminhada destes irmãos e irmãs.

Helio Gouvêa
Ministro Regional


Várias fotos do evento no blog da Fraternidade: http://franciscanos-engenhodedentro.blogspot.com

Evangelho do dia - 23.05.2011


Jo 14,21-26
"Se alguém me ama, guarda a minha palavra, e meu Pai o amará"


21 Quem aceita os meus mandamentos e a eles obedece, esse é que me ama. E quem me ama, será amado por meu Pai. Eu também o amarei e me manifestarei a ele.»
22 Judas, não o Iscariotes, perguntou: «Senhor, por que vais manifestar-te a nós e não ao mundo?» 23 Jesus respondeu: «Se alguém me ama, guarda a minha palavra, e meu Pai o amará. Eu e meu Pai viremos e faremos nele a nossa morada. 24 Quem não me ama, não guarda as minhas palavras. E a palavra que vocês ouvem não é minha, mas é a palavra do Pai que me enviou. 25 Essas são as coisas que eu tinha para dizer estando com vocês. 26 Mas o Advogado, o Espírito Santo, que o Pai vai enviar em meu nome, ele ensinará a vocês todas as coisas e fará vocês lembrarem tudo o que eu lhes disse.»

* 15-26: Advogado é alguém que defende uma causa. Jesus envia o Espírito Santo como advogado da comunidade cristã. O Espírito é a memória de Jesus que continua sempre viva e presente na comunidade. Ele ajuda a comunidade a manter e a interpretar a ação de Jesus em qualquer tempo e lugar. O Espírito também leva a comunidade a discernir os acontecimentos para continuar o processo de libertação, distinguindo o que é vida e o que é morte, e realizando novos atos de Jesus na história.

sábado, 21 de maio de 2011

Evangelho do dia - 21.05.2011



Jo 14, 7-14
"Eu estou no Pai e o Pai está em mim"

Se vocês me conhecem, conhecerão também o meu Pai. Desde agora vocês o conhecem e já o viram.»
8 Filipe disse a Jesus: «Senhor, mostra-nos o Pai e isso basta para nós.» 9 Jesus respondeu: «Faz tanto tempo que estou no meio de vocês, e você ainda não me conhece, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que você diz: ‘Mostra-nos o Pai’? 10 Você não acredita que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que digo a vocês, não as digo por mim mesmo, mas o Pai que permanece em mim, ele é que realiza suas obras. 11 Acreditem em mim: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditem nisso, ao menos por causa destas obras. 12 Eu garanto a vocês: quem acredita em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai. 13 O que vocês pedirem em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se vocês pedirem qualquer coisa em meu nome, eu o farei.»

* 14,1-14: Jesus é o verdadeiro caminho para a vida. Através da encarnação, Deus, doador da vida, se manifesta inteiramente na pessoa e ação de Jesus. A comunidade que segue Jesus não caminha para o fracasso, pois a meta é a vida. Jesus não apresenta apenas uma utopia, mas convida a percorrer um caminho historicamente concreto. Inspirada nos sinais que Jesus realizou, a comunidade criará novos sinais dentro do mundo, abrindo espaços de esperança e vida fraterna.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

CARTA ABERTA A UM MINISTRO


Bem querido (a) irmão(a) ministro (a),

Paz e todos os bens!


Dirijo esta cara aberta a cada ministro (a) da OFS. Penso, de modo particular,  nos ministros e ministras locais. A ideia e o título me vieram como a Carta a um Ministro de Francisco de Assis. Sei perfeitamente que você não age sozinho, mas sempre em união com o Conselho de sua Fraternidade. É assim que deve ser.  Reconheço, no entanto, a sua importância no seio da Fraternidade local.  Você foi escolhido pelos irmãos para estar à frente de todos. Seu exemplo e seu entusiasmo pela Ordem é fundamental. Todos devem poder olhar para você buscando novo estímulo para viver a santidade. Você sabe também que pode pouco. Lembre-se sempre do conselho evangélico:  fazer tudo o que deve ser feito e considerar-se servo inútil. Ou, então, aquela outra máxima: fazer  o que deve ser feito, como se tudo dependesse de você, mas sabendo que tudo depende de Deus. A Ordem não é sua. É do Senhor.

Uma das maiores e mais preciosas riquezas da Ordem Franciscana Secular são as fraternidades locais concretas que são confiadas ao seu zelo.  Irmãos e irmãs aí vivem e, de alguma forma, decidem sua vida presente e a eternidade no seio desses espaços que chamamos tão belamente de fraternidades.  Você não administra em primeiro lugar bens, coisas materiais, mas alimenta vidas humanas tocadas por Cristo e desejosas de seguirem  o Mestre  à maneira de Francisco de Assis.
  1.  Você não tem o título de  superior, diretor ou presidente. Seu título de honra é ser irmão (ã) ministro (a).  Você é aquele que serve.  Durante três anos a sua Fraternidade ocupará um lugar importante na organização de sua vida e no emprego de seu tempo.  Gostaria de lembrar alguns tópicos da Regra e das Constituições a respeito de sua função de lavar os pés dos irmãos.

  2. O ministro sabe que “seu serviço, que é temporário, é um cargo de disponibilidade e de responsabilidade em favor de cada indivíduo e dos grupos” (Regra n.21).  Duas palavras chaves:  disponibilidade e responsabilidade, virtudes eminentemente evangélicas.

  3. De maneira muito feliz e sintética, as Constituições Gerais falam assim de sua tarefa: “O cargo de Ministro ou de Conselheiro é um serviço fraterno, um compromisso de se tornar disponível e responsável para cada irmão e para a Fraternidade, a fim de que cada um  se realize na própria vocação e cada Fraternidade seja uma verdadeira comunidade eclesial franciscana, ativamente presente na Igreja e na sociedade”  (Art 31, 2).  Preste bem atenção ao que você acaba de ler.

  4. Sim,  ser ministro não é um cargo honorífico, mas de serviço.  Já disse.  Você recebe, durante um tempo, a graça de poder se esquecer de seu mundo e se dedicar de fato a pessoas que você costuma designar de irmãos e de irmãs.  Na dedicação sincera a todos  vai sendo gerado e alimentado o amor fraterno. Você haverá de estar atento às pessoas tomadas individualmente.  Ninguém poderá dizer que não tenha merecido  seu olhar e sua atenção. Mas cuidado! As pessoas sabem quando alguma coisa nasce no coração do ministro, ou simplesmente quando ele faz  ou diz por obrigação.

  5. As Constituições Gerais  elencam uma série de qualidades do Ministro que devem estar presentes em sua gestão: “Os responsáveis pela OFS em cada nível sejam irmãos professos perpétuos, convencidos do valor da  vida evangélica franciscana, atentos, com visão larga e generosa à vida da Igreja e da sociedade, abertos ao diálogo, disponíveis para dar e receber ajuda e colaboração” (Art 31, 2). Gostaria que você e seu Conselho refletissem sobre estes pontos:  você precisa acreditar na Ordem, vestir a camisa, os irmãos nunca poderão pensar que você perdeu o gás e faz coisas por fazer; precisa abrir-se às grandes necessidades da Igreja e do mundo, abrir-se ao diálogo. Quanta coisa:  mundo da indiferença, do consumismo, do legalismo, do devocionalismo sem engajamentos, das confusões da linha do gênero, do ser pai, ser mãe...  É assim que você pode efetuar o trabalho de lavar os pés dos irmãos... no seu triênio de ministro.   Você prestou atenção que as  Constituições falam de uma visão ampla e generosa.  Por detrás disto está o espirito de criar o novo.  Estou convencido que muitos não entram na OFS porque tudo é estático, seco, sem vida, sem amanhã... Ninguém gosta de frequentar espaços sem viço...

  6. E você,  com seu Conselho, vão preparar da melhor maneira as reuniões, difundirão ânimo e vida fraterna, criando o novo nas reuniões e motivando a todos a se engajarem na vida apostólica (cf. CCGG 31,4).

  7. Gostaria de chamar atenção para a questão do acompanhamento da Fraternidade. Esse é um aspecto fundamental. Ninguém pode faltar a uma reunião, sem motivo. A presença de todos é sinal de senso de pertença. A ausência regular e os pedidos de afastamento devem questioná-lo (a).  O amor não pode ser fingido.  Leia com o seu Conselho muitas vezes 1Coríntios 13, 1-13. Há manifestações de amor no jeito de acolher, no respeito pelas pessoas, no sigilo a ser guardado, na visita aos doentes, na busca dos afastados,  no evitar juízos precipitados, no fato de não se comentar nada a respeito dos irmãos.  Nunca será uma Fraternidade fechada, um ninho quente, um refúgio de pessoas sem coragem.  Você cuidará disso.

  8. Fique atento para que certos irmãos não “inventem” pertenças desnecessárias a outros grupamentos. De repente, sem formação adequada, eles passam a borboletear de flor em flor e não serão pessoas cristãmente  realizadas.  Cuide também que os ditos irmãos não venham a se engajar demais na pastoral em detrimento sério da construção da fraternidade.

  9. Procure sondar se houve ou há ressentimentos.  Converse com o Assistente sobre o assunto.  Lute quanto puder para extirpar essa erva daninha do ressentimento que corrói os relacionamentos em nossas Fraternidades que, infelizmente, podem ser espaços de competição e de inveja. Os irmãos precisam se perdoar...  Escrevo isso, mas sei quanto é difícil.

  10. Espero que você esteja convencido (a) da importância de cada irmão. Não entro nos pormenores.  Ninguém pode ser esquecido, menosprezado, discriminado. Há dotes e talentos que os irmãos e irmãs ainda não revelaram . Procure descobri-los. É sua missão olhar com atenção  “os irmãos que Deus lhe deu”.  Sua Fraternidade se enriquecerá quando  puder contar com a colaboração criativa de todos.  Não me canso de dizer: nossa riqueza são nossas Fraternidades.  A credibilidade da OFS depende da qualidade da vida fraterna.  Um documento de orientação de vida dos franciscanos seculares franceses, anterior à Regra de Paulo VI, assim se exprimia: “Todo homem é um dom do Senhor. Queremos reconhecer em cada um deles um irmão e nós mesmos pretendemos agir como irmãos. Haveremos de nos dirigir a todos os homens sem nos deixar desviar por considerações de raça, classe, ambiente social, poder econômico, ideologia, cultura, religião ou moral. Recusamos condenar e fazer julgamentos maldosos e ultrapassar todas as classificações nas quais o homens costumam se fechar uns aos outros.  Haveremos de manifestar respeito por todos os homens. Acolher-los-emos. Prestaremos atenção às suas necessidades e expectativas.  Queremos trocar idéias com todos e com todos partilhar.  Prestando serviço aos irmãos  haveremos de nos mostrar alegres e despretensiosos.  Queremos amá-los não em palavras, mas por meio de atos, persuadidos que somente o amor é fonte de felicidade e de salvação, para eles e para nós”.

  11. Sua  Fraternidade precisa ser ativa.  Sei que os idosos podem pouco, mas podem um pouco.  A Igreja precisa dos irmãos e das irmãs.  Fomos chamados a restaurar o tecido esgarçado da Igreja,  a reconstruir a Igreja. Que os irmãos não “ingressem” de qualquer jeito em pastorais. Devem fazê-lo, mas com competência e de maneira aberta, evangelicamente abertos.  Que ninguém dos nossos irmãos são retrógrados, ultrapassados, carolas, piegas....Não estou defendendo aqui uma adaptação ilegítima aos tempos, mas tenho certeza que o Espirito está levando a Igreja e a pastoral para novas direções.  Deus nos livre que os franciscanos seculares atravanquem a renovação...

  12. Estou convencido que você já está fazendo o que agora sugiro: reze todos os dias  pelos seus irmãos, seja um dezena do terço, seja uma parte do ofício franciscano.  Ofereça a Deus sacrifício pelos irmãos.  Queria lhe pedir uma coisa, se fosse possível:  participe todos os dias da Missa.

  13. Se de um lado os irmãos farão, sob sua orientação, experiência de fraternidade, também farão uma experiência de Deus. Queria lhe pedir com todo carinho: não deixe que os retiros sejam meros encontros, sem silêncio, sem profundidade, sem dimensão de interioridade.  Não queremos Fraternidades compostas por pessoas  superficiais.  A experiência de Deus se faz também através de dias ou de noites de recolhimento sem muita papelada, sem muito barulho, sem muitos gritos estridentes. O Senhor costuma falar na brisa suave.  Atente para isso.

  14. Não desanime diante da fragilidade e do pecado do irmão. Leia com calma a Carta a um ministro:“Nisto reconhecerei que amas realmente o Senhor e a mim, servo dele e teu, se fizeres o seguinte: não haja irmão no mundo, mesmo que tenha pecado a não poder mais, que, após ver os teus olhos, se sinta talvez obrigado a sair de tua presença sem ter obtido misericórdia se  misericórdia buscou”.

  15. Fiquei sabendo de uma Fraternidade, cujos irmãos passando pelas ruas, andam recolhendo trapos humanos e tratando-os com todo carinho.  Alguns deles começaram a participar de reuniões da  Fraternidade e hoje são simpatizantes. Em breve esses restos humanos  sentir-se-ão inseridos no cortejo dos penitentes franciscanos e serão pessoa gratas para sempre.

  16. Faça tudo como as Constituições e Orientações nacionais ditam. Não negligencie nada... mas, juntamente com o seu Conselho e sua Fraternidade, invente o novo, sem demora:  encontros para discutir os grandes problemas de hoje, grupos de oração do tipo das oficinas de oração,  presença aberta no mundo.  Não se esqueça que o Espirito  quer que você e sua Fraternidade escrevam uma página nova.

  17. Vou terminando.  Muitos mais queria lhe dizer.  Há mais dez anos venho me ocupando da OFS em nível regional (Rio e São Paulo) e em plano nacional e penso que as palavras que escrevi podem ser úteis a você, querido irmão ministro, querida irmã ministra.  Gostaria de terminar essa carta com um texto de João Paulo II, em mensagem dirigida aos capuchinhos italianos por ocasião de Capítulo das Esteiras, 29 de outubro de 2003.  É um texto que fala da minoridade franciscana.  Outros preferem a expressão minorismo franciscano:  “A minoridade comporta um coração livre,  desprendido, humilde, manso e simples, como Jesus nos propôs e como Francisco o viveu; exige uma total renúncia de si mesmo e uma plena disponibilidade para Deus e para os irmãos. A “minoridade vivida expressa uma força desarmada e desarmante da dimensão espiritual da Igreja e do mundo. E não somente isso! A verdadeira minoridade liberta o coração e torna-o disponível para o amor fraterno, cada vez mais autêntico, e que se dilata em uma ampla constelação de comportamentos típicos. Favorece, por exemplo, um estilo caracterizado pelas atitudes de simplicidade e sinceridade, de espontaneidade e concretude, de humildade e de alegria, de abnegação e disponibilidade, de proximidade e de serviço, especialmente com relação ao povo e às pessoas mais pequeninas e necessitadas”.  Você,  meu caro (a) ministro (a) será muito feliz em sua missão deixando-se impregnar desse espírito.
Um grande abraço, toda a estima e todos os  bens
(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
 
Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III

Evangelho do dia - 20.05.2011


Jo 14,1-6
Jesus é o caminho que leva ao Pai


-* 1 Jesus continuou dizendo: «Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim. 2 Existem muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês. 3 E quando eu for e lhes tiver preparado um lugar, voltarei e levarei vocês comigo, para que onde eu estiver, estejam vocês também. 4 E para onde eu vou, vocês já conhecem o caminho.» 5 Tomé disse a Jesus: «Senhor, nós não sabemos para onde vais; como podemos conhecer o caminho?» 6 Jesus respondeu: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim.

* 14,1-14: Jesus é o verdadeiro caminho para a vida. Através da encarnação, Deus, doador da vida, se manifesta inteiramente na pessoa e ação de Jesus. A comunidade que segue Jesus não caminha para o fracasso, pois a meta é a vida. Jesus não apresenta apenas uma utopia, mas convida a percorrer um caminho historicamente concreto. Inspirada nos sinais que Jesus realizou, a comunidade criará novos sinais dentro do mundo, abrindo espaços de esperança e vida fraterna.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Evangelho do dia - 17.05.2011


Jo 10,22-30
As credenciais de Jesus são as suas obras


-* 22 Em Jerusalém estava sendo celebrada a festa da Dedicação. Era inverno. 23 Jesus passeava pelo Templo, andando no pórtico de Salomão. 24 Então as autoridades dos judeus o rodearam e disseram: «Até quando nos irás deixar em dúvida? Se tu és o Messias, dize-nos abertamente.»
25 Jesus respondeu: «Eu já disse, mas vocês não acreditam em mim. As obras que eu faço em nome do meu Pai, dão testemunho de mim; 26 vocês, porém, não querem acreditar, porque vocês não são minhas ovelhas. 27 Minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço, e elas me seguem. 28 Eu dou a elas vida eterna, e elas nunca morrerão. Ninguém vai arrancá-las da minha mão. 29 O Pai, que tudo entregou a mim, é maior do que todos. Ninguém pode arrancar coisa alguma da mão do Pai. 30 O Pai e eu somos um.»

* 22-39: Jesus define sua condição de Messias, apresentando-se como o Filho de Deus. As provas de seu messianismo não são teorias jurídicas, mas fatos concretos: suas ações comprovam que é Deus quem age nele.

terça-feira, 3 de maio de 2011

XII CAMINHADA FRANCISCANA


XII CAMINHADA FRANCISCANA

TEMA: Fraternidade e a vida no Planeta

Lema: “A criação geme em dores de parto”. (Rm 8,22)


Dia 07 de maio de 2011 – saída às 7h30min. da Praça Velho do Avelar

Temas para Reflexão


1ª – Aquecimento Global:  o que é? - Miguel Pereira

2º- Paty do Alferes e o meio-ambiente – Conselho do Meio Ambiente e APA Palmares

3º- Fazendo algo para transformar – Praça da Ponte

4º- São Francisco e a criação - Arcozelo

5º- A voz de Deus na natureza – Saudade, Horizonte, Antonio Joaquim

Encontro com Petrópolis: surpresa – Monte Alegre e outros




Quem puder trazer seu próprio copo ou caneca plástica para minimizar o uso de copos descartáveis. Trazer também pandeiro ou qualquer outro instrumento musical. Obrigada.

Os que vierem de véspera favor avisar com antecedência de pelo menos 10 dias. Trazer roupa de banho e lençóis.


Telefones:  (24) 2485-8751  ou 92147719  (Lúcia) -  quem tem o telefone do Cláudio pode fazer contato com ele.

Evangelho do dia - 03.05.2011


Jo 14,6-14
Jesus é o caminho que leva ao Pai

6 Jesus respondeu: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7 Se vocês me conhecem, conhecerão também o meu Pai. Desde agora vocês o conhecem e já o viram.»
8 Filipe disse a Jesus: «Senhor, mostra-nos o Pai e isso basta para nós.» 9 Jesus respondeu: «Faz tanto tempo que estou no meio de vocês, e você ainda não me conhece, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que você diz: ‘Mostra-nos o Pai’? 10 Você não acredita que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que digo a vocês, não as digo por mim mesmo, mas o Pai que permanece em mim, ele é que realiza suas obras. 11 Acreditem em mim: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditem nisso, ao menos por causa destas obras. 12 Eu garanto a vocês: quem acredita em mim, fará as obras que eu faço, e fará maiores do que estas, porque eu vou para o Pai. 13 O que vocês pedirem em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14 Se vocês pedirem qualquer coisa em meu nome, eu o farei.»

* 14,1-14: Jesus é o verdadeiro caminho para a vida. Através da encarnação, Deus, doador da vida, se manifesta inteiramente na pessoa e ação de Jesus. A comunidade que segue Jesus não caminha para o fracasso, pois a meta é a vida. Jesus não apresenta apenas uma utopia, mas convida a percorrer um caminho historicamente concreto. Inspirada nos sinais que Jesus realizou, a comunidade criará novos sinais dentro do mundo, abrindo espaços de esperança e vida fraterna.