Fraternidade São Francisco de Assis

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Evangelho do dia - 04.01.2011



Mt 2, 1-12
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus – 1Tendo, pois, Jesus nascido em Belém de Judá, no tempo do rei Herodes, eis que magos vieram do oriente a Jerusalém. 2Perguntaram eles: Onde está o rei dos judeus que acaba de nascer? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo. 3A esta notícia, o rei Herodes ficou perturbado e toda Jerusalém com ele.4Convocou os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo e indagou deles onde havia de nascer o Cristo. 5Disseram-lhe: Em Belém, na Judéia, porque assim foi escrito pelo profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as cidades de Judá, porque de ti sairá o chefe que governará Israel, meu povo(Miq 5,2). 7Herodes, então, chamou secretamente os magos e perguntou-lhes sobre a época exata em que o astro lhes tinha aparecido. 8E, enviando-os a Belém, disse: Ide e informai-vos bem a respeito do menino. Quando o tiverdes encontrado, comunicai-me, para que eu também vá adorá-lo. 9Tendo eles ouvido as palavras do rei, partiram. E eis que e estrela, que tinham visto no oriente, os foi precedendo até chegar sobre o lugar onde estava o menino e ali parou. 10A aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria. 11Entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se diante dele, o adoraram. Depois, abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe como presentes: ouro, incenso e mirra. 12Avisados em sonhos de não tornarem a Herodes, voltaram para sua terra por outro caminho. – Palavra da salvação.

Reflexão:
EPIFANIA DO SENHOR – Pe. Lucas – O EXEMPLO DA LUZ – Suponhamos que a gente entra num quarto escuro. Ali dentro podem estar as coisas mais bonitas do mundo : Cortinas todas bordadas, cadeiras e mesas invernizadas, relógios e quadros de pintura nas paredes, tudo bonito mesmo. Mas a gente não vê nada. Pode até machucar-se, esbarrando naqueles móveis. Se a gente acende um fósforo ou uma vela, já vê os objetos. Já não tropeça nos móveis. Mas não vê ainda toda beleza deles. Só depois que a gente liga o interruptor da luz elétrica é que tudo fica claro. Aí a gente pode admirar tudo de bonito que existe dentro daquele quarto. Toda luz precisa de um combustível ou de um gerador. O pau de fósforo, a cera da vela ou querosene da lamparina, são combustíveis que mantêm a luz acesa, à medida que vão se queimando. O gerador em movimento produz a eletricidade, que vai fazer a lâmpada clarear. No tempo da seca, a água diminui e fica fraca para tocar o gerador. Então a luz enfraquece. Fica parecendo um tição. Com luz ruim não dá para ler. Se a gente forçar dói e estraga a vista. Bem, chega de comparação. Guardem esses exemplos para gente meditar na explicação de hoje. O QUE QUER DIZER EPIFANIA? Estamos celebrando Epifania do Senhor ou seja, o dia dos Santos Reis. Antes do Concílio Vaticano II esta festa era fixa no dia 06 de janeiro. Hoje em dia, é sempre no segundo domingo depois do Natal. E dia 06 não é mais dia santo de guarda. A narrativa da visita dos magos a Belém é uma das passagens mais brilhantes de todo o Evangelho. Como na tradição cristã do presépio este é um dos elementos mais atraentes para o coração do povo fiel. Tudo aí tem vida: A estrela, a caravana dos sábios do oriente, a consulta na corte de Herodes para saber onde tinha nascido o menino, os pormenores da chegada e da oferta dos presentes – ouro, incenso e mirra – o regresso por outros caminho, para se desviarem de Herodes e de suas intenções criminosas a respeito do menino. A palavra epifania quer dizer “manifestação”. É o dia da manifestação de Jesus ao mundo. Hoje ele foi manifestado, ele foi mostrado ao mundo inteiro, como o Senhor e Salvador nosso. Mas Jesus Cristo ainda precisa ser mostrado ao mundo de hoje. É a nossa tarefa de cristãos. O cristão precisa ser esta luz que mostra Cristo para o mundo. Em tudo isso, a grande verdade que se quer transmitir é que o Salvador veio para salvar todos os povos. E, por isso, todos os povos caminham ao seu encontro, como havia sido predito por Isaías: “Levanta-te e resplandece, Jerusalém, porque chegou a tua luz, e a glória do Senhor se levantou sobre ti. Eis que as trevas cobrem a terra, e a escuridão cobre os povos; Mas sobre ti o Senhor se levanta e aparece sobre ti a sua glória. As nações caminharão para sua glória e os reis para o clarão da tua aurora”(IS 60,1-3). Os magos são a vanguarda das nações que irão caminhar ao encontro de Cristo. Eles não eram reis, mas, por influência das palavras da profecia de Isaías, acabaram sendo classificados como os três Reis Magos. E há toda uma notável soma de afirmações a respeito deles, de sua terra de procedência, de seus presentes, e de seus significados, onde a história se mistura com a poesia, e a certeza com as conjecturas. Tudo serve para tornar mais belo o quadro de natal dentro dos caminhos da história. Vamos deter-nos em três singelas considerações que se nos oferecem a luz da estrela de Belém, neste dia da manifestação de Cristo ao mundo. A primeira é o fato de que ao entrarem os magos em Jerusalém e se dirigirem ao palácio de Herodes, desapareceu do céu a estrela. Como que para dizer que as pompas do mundo e as grandezas da terra obscurecem a luz da fé. Essa luz não brilha para os que procuram o brilho das falsas grandezas. Deus ilumina a alma de quem souber fazer-se pequeno e humilde. Quanta gente se esqueceu de Deus, por ter-se deixado ofuscar-se pelo brilho do ouro e do poder! E completando esta mesma consideração está um exemplo da cidade de Belém, tão grande na sua pequenez. Quando o sacerdote e escriba de Jerusalém foram pesquisar nas escrituras para saber em que lugar nasceria o Messias, encontraram a palavra do profeta Miquéias: “E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá pois de ti sairá alguém que será o guia que apascentará Israel, meu povo (MQ 5,1; MT 2,6). Jesus não nasceu em Jerusalém. Nem em Roma. Nem em Atenas. Nem em Alexandria. Nasceu numa pequenina cidade que os magos nem encontraram no mapa. Para nós, que estamos acostumados a dar valor só ao que é grande, aí está a lição de Deus. Já começa a se realizar a parábola da sementinha de mostarda. O filho de Deus, assumindo a condição humana, nasceu num lugar bem minúsculo. Mas seu Reino conquistou o mundo inteiro. Estendeu-se por todos os continentes da geografia e por todos os séculos da história. E hoje o mundo inteiro celebra seu nascimento. O nascimento do Salvador! Ninguém é tão grande como ele. Sobretudo dentro do coração do homem. E finalmente uma terceira consideração neste dia da manifestação de Cristo é este: O mundo ainda não viu a beleza de Jesus cristo. Infelizmente a pessoa divina de nosso senhor Jesus cristo as palavras maravilhosas que Ele falou, a doutrina e os exemplos de cristo, tudo isto parece que está fechado dentro de um quarto escuro. O mundo ainda não descobriu a beleza de seguir o nosso mestre. Dois mil anos depois que Jesus nasceu em Belém, ele ainda é desconhecido da maior parte dos homens. Dois terços da humanidade quer dizer, muito mais da metade do mundo, não conhece Cristo e daquela parte que é batizada, são poucos ainda que começaram a descobrir a beleza que existe dentro do cristianismo. Cristo ainda é um desconhecido no nosso mundo. Está no meio de nós e nós não o enxergamos. Falta luz ou estamos cegos? Nós precisamos ser uma luz que mostra Cristo ao mundo. Igual àquela estrela que levou os magos até o encontro de Cristo, assim é, ou deve ser cada um de nós que formamos a Igreja comunidade. Existe um ditado muito certo, que fala assim : “O que os olhos não vêem o coração não deseja: Se. o pessoal não enxerga as maravilhas que existem em Jesus, no Evangelho e na vida cristã, ninguém vai desejar ser cristão. Então o que está faltando é luz. Estamos sendo lâmpadas apagadas ou muito fracas. Nossa comunidade não está clareando nada ou quase nada. Parece um tição. O dia em que a nossa comunidade clarear bem, então todo mundo vai ver tudo de bom que está escondido no cristianismo e todo mundo vai descobrir o Cristo e viver como cristãos. Os magos são exemplos para nós nesse sentido. Precisamos ser iluminados para iluminar. Sabemos que o exemplo é uma luz muito mais forte do que as palavras. Diz o ditado: “As palavras comovem, mas os exemplos arrastam”. Os escribas tinham a luz da Palavra de Deus. Sabiam de cor e salteado a Bíblia. Sabiam até onde Jesus ia nascer. Mas não quiseram ir a Belém. Nem falemos de Herodes que queria ir, mas era para matar o Menino Jesus. Os magos tiveram a luz da palavra. Vendo a estrela, descobriram o sinal de Deus. E foram logo fazer o que Deus queria deles. Assim precisa ser cada um de nós dentro da comunidade. Iluminados pela Palavra de Deus. Refletindo nas coisas que aqui acontecem, descobrimos o que Deus quer de nós. E com sua graça, vamos realizar. Dentro dos cofres, os magos tinham ouro, incenso e mirra. Representam o combustível que faz a nossa comunidade ser luz boa. O ouro é o amor e a caridade. O incenso é a oração e a alegria. E a mirra são os trabalhos e sofrimentos da vida. Se falta isto é como faltar combustível ou água no gerador. Não iluminamos ninguém. Somos luz morteira. Ou nem somos luz coisa nenhuma. Nossa missão de comunidade cristã é ser luz viva, para todo mundo ver as maravilhas escondidas em Cristo Jesus.

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