terça-feira, 19 de abril de 2011

Morte

Paro pra contemplá-la e logo tardo no delírio do encontro, transpirando como se carregasse imenso fardo para além dum destino miserando...
E lhe pergunto acabrunhado – Quando há de sorver-me o hálito da vida nesse abissal mergulho, transladando a sorte da existência combalida?
Nunca mais, nunca mais hei de sofrer depois do tempo que enrijece as dores e se compraz diante do viver!
Nunca mais, nunca mais tal sentimento! Vai-se a fragrância de emurchadas flores nesse lapso do eterno passamento...

Maceió, 19.08.1987
Juarez Montenegro

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