Fraternidade São Francisco de Assis

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Bispos brasileiros em formação permanente

Uma primeira abordagem dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II será motivo de reflexão dos participantes do 20º Curso para Bispos, que foi aberto na noite desta segunda-feira, 31 de janeiro e vai até 4 de fevereiro, no Centro de Estudos da Arquidiocese do Rio de Janeiro, no Sumaré.

O arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, dá continuidade a iniciativa do arcebispo emérito, cardeal Eugenio de Araujo Sales, seguida pelo cardeal Dom Eusébio Scheid, pois entende que a “formação permanente deve ser vista como necessária, especialmente para o bispo, que carrega a responsabilidade do progresso comum e do caminho harmônico na Igreja”, como já recomendava o Papa João Paulo II na Exortação Apostólica Pós-Sinodal “Pastores Gregis”, em 2003.

Na abertura dessa edição, Dom Orani destacou a alegria de participar como convidado para aprofundar temas tão importantes e participar de momentos de confraternização e espiritualidade "que nos faz cada vez mais irmãos, unidos em Cristo". O arcebispo comentou que a variedade e intensidade de abordagens do Concílio não poderiam ser contempladas em um único curso e anunciou a retomada do tema no próximo ano.

Conferencistas e temas

Cerca de 100 bispos de todo o Brasil acolheram o convite da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro para um encontro de aprofundamento, oração e confraternização, que teve como primeiro conferencista, em 1990, o então cardeal Josef Ratzinger, hoje Papa Bento XVI. Para esta edição, foram convidados Dom Gebhard Ludwig Müller, Bispo de Regensburg que vai abordar a Constituição Dogmática Conciliar sobre a Igreja, “Lumen Gentium”, através da temática “Sacramentalidade e constituição carismática da Igreja, abrindo os trabalhos na manhã de terça-feira, dia 1º de fevereiro.

A segunda palestra,enviada pelo cardeal patriarca Angelo Scola, arcebispo de Veneza, que por problemas de agenda não pode estar presente, será apresentada pelo bispo de Petrópolis, Dom Filippo Santoro. A temática é sobre a Igreja no mundo de hoje abordando “Os principais eixos da Constituição Pastoral ‘Gaudium et Spes’ e sua recepção”. E, ainda no mesmo dia, à tarde, monsenhor Gabriel Richi Alberti, arcebispo de Madri, vai questionar a “Hermenêutica conciliar:reforma ou renovação? O cardeal Dom Claudio Hummes, ex-prefeito da Congregação para o Clero, vai encerrar o encontro e ministrará sobre o tema “O clero: 50 anos após o Concílio. Desafio para os bispos”.

Visita pastoral

Além de participar do curso, os bispos farão uma visita pastoral ao Complexo do Alemão – a Capela Nossa Senhora Aparecida, pertencente à Paróquia Bom Jesus. Os bispos rezarão as Vésperas no local e participarão de um momento cultural e de convívio com a comunidade. A organização do curso dos bispos está sob a responsabilidade do bispo auxiliar emérito do Rio, Dom Karl Josef Romer e Monsenhor Joel Portela, da coordenação de pastoral.


O Sacramento Igreja no mundo

O 20º Curso para os Bispos foi aberto na noite desta segunda-feira, 31 de janeiro, no Centro de Estudos do Sumaré, com inauguração feita pelo Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta. Cerca de 100 bispos de todo país estavam ansiosos para o início do curso, que abordará como tema os 50 anos do Concílio Vaticano II.

Na manhã de 1º de fevereiro, o curso iniciou-se às 7 horas com a Celebração da Eucaristia com Laudes, presidida pelo Bispo de Regensburg, Dom Gebhard Ludwing Müller, que também ministrou a primeira palestra do dia. Após o café da manhã, os Bispos ouviram sobre a Constituição Dogmática Conciliar da Igreja, “Lumen Gentium”, através da temática “Sacramentalidade e constituição carismática da Igreja".

Durante a palestra, Dom Müller explicou que a essência sacramental é o que dá forma à Igreja. E que, à constituição essencial da Igreja pertencem: as realizações sacramentais inerentes a ela; a hierarquia eclesiástica; e ainda o apostolado dos leigos como exercício autêntico da missão salvífica da Igreja.

Em síntese, o Bispo de Regensburg apresentou a natureza da Igreja no seu aspecto divino e humano, e ressaltou aos bispos o aspecto humano como instrumento de comunicação do divino.
O Bispo retirou do "Catechismus Romanus", redigido por mandato do Concílio de Trento, a definição de Sacramento: "é um sinal visível de uma graça invisível, instituído para nossa justificação".

- De acordo com o Concílio Vaticano II, a Igreja como Sacramento leva, em contrapartida, à unidade com Deus e dos homens entre si, e, exatamente assim, pode vir a ser sinal visível da graça, da redenção e da salvação no mundo, disse.

Ele acrescentou que, a Igreja como sinal da salvação e da presença de Jesus Cristo entre as nações precisa, portanto, encontrar sua própria posição no mundo. Ao concluir, Dom Müller orientou os Bispos:

- A nós, cabe, de modo especial, a tarefa de fazer com que o amor ao próximo se torne sinal do amor de Deus no mundo e para o mundo.

Entusiasmados com as palavras de Dom Müller, durante o intervalo os bispos continuaram a discussão iniciada na palestra. E a animação da estreia pôde ser percebida nas conversas dos Bispos Auxiliares recém-nomeados para a Arquidiocese do Rio.

Apesar da ansiedade para a ordenação episcopal que será realizada no próximo sábado, dia 5 de fevereiro, os dias que antecedem a celebração serão muito bem aproveitados no Curso. Para Monsenhor Nelson Francelino, esta é uma oportunidade única de convívio e preparação para a vida episcopal.

- O curso dos bispos nos introduz ao convívio com o núcleo brasileiro do episcopado. E o tema desse curso é muito interessante, o Concilio Vaticano II , em meio a toda essa pluralidade e ao tempo que passa, não se pode deixar misturar os conceitos fundamentais. Vamos objetivar as conclusões do Concilio e isso me ajudará muito já que vou entrar no serviço do episcopado, disse Monsenhor Nelson.

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